Startups chegam ao campo e apostam no potencial do setor para inovar - Energia Solar Fotovoltaiva no Agronegócio

m crescimento acelerado, as startups, que ganham cada vez mais espaço no campo, devem marcar ainda mais presença nos próximos anos dentro do agronegócio. Elas foram tema da palestra “Inovação Tecnológica Agrihub”, ministrada na segunda-feira (10), na segunda edição do Fórum das Cadeias Produtivas. O cenário de evoluções exige cada vez mais do mercado estratégias personalizadas – apropriadas às condições locais, com ferramentas mais baratas e que solucionem problemas.

Segundo Fábio Silva, investir em tecnologia no campo não é novidade. Afinal, produtores e empresas estão sempre em busca de soluções para facilitar e aprimorar seu trabalho. "Grandes empresas, que já estão no mercado, demoram mais para investir em inovação, pois isto requer um planejamento mais longo. Já, as startups aceleram esse processo ao chegarem com uma proposta nova dentro de qualquer mercado, oferecendo uma solução que ninguém está acostumado. Isto, com um capital contado para desenvolver um trabalho no menor tempo possível."

No caso do AgriHub, a ideia é de criar uma "teia" capaz de conectar produtores, startups, mentores, empresas, pesquisadores e investidores num ecossistema de inovação e empreendedorismo no agronegócio. A iniciativa é desenvolvida pelo Sistema Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso), que articula os produtores; pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), que fornece dados econômicos e estatísticas; e pelo Senar (Serviço Nacional de Educação Rural), que se dedica aos treinamentos. 

Contudo, apesar da efetiva solução de problemas, Silva ressalta que as startups, bem como o projeto AgriHub, ainda possuem alguns desafios a serem superados – como, por exemplo, ganhar o apoio e a confiança por parte dos produtores rurais. Tendo em vista que há um receio intrínseco em relação ao novo. A favor do sucesso dessas iniciativas, porém, é preciso dizer que Mato Grosso tem tradição em inovar.

"É preciso estar disposto a participar. Sem os produtores, ou como chamamos no AgriHub 'o núcleo duro', não conseguiremos difundir as startups. Elas sozinhas não possuem toda a experiência para empreender e resolver os problemas dos produtores rurais – que, como mentores, ajudam no processo e validam suas atividades. Hoje, por exemplo, já contamos com 55 produtores rurais cadastrados. Estamos vendo crescer a adesão. Mato Grosso sempre foi vanguarda na agropecuária como um todo e mais uma vez estamos provando isso através do projeto", pondera.

O desafio de atingir o desenvolvimento sustentável é uma prática inerente à maioria dos setores produtivos. Tal missão não seria diferente com a piscicultura, que busca o equilíbrio entre os aspectos ambientais, econômicos e sociais – como apontou a palestra do gerente de novos negócios da Casa do Peixe, Cássio Ferraz. 

"Essa 'sustentabilidade' é algo que também já está sendo exigida em mercados internacionais. É preciso cuidar do meio em que produzimos o nosso produto. Das águas. Da natureza. Na piscicultura, por exemplo, trabalhamos essencialmente com capital humano. Praticamente, sem automação", enfatiza Ferraz.

Pensamento reiterado por Evaldice Ferraz Eve, diretora da Ferraz Energética Ltda., que destacou em sua palestra a importância da sustentabilidade. "As empresas podem contar com um selo verde com a energia solar fotovoltaica, que é uma produção ecologicamente sustentável. Se o sol nasce para todos, porque não utilizá-lo?", indaga.