Sistema Fotovoltaico no Campo - Produtor de milho instala sistema para suprir sua produção

Com uma área de 4 mil hectares (ha) em produção, no município de Jataí (GO), o paranaense Antônio Gazarini tem história no sudoeste goiano com altos números de produtividade nas lavouras de milho. São mais de 30 mil toneladas do grão produzidas anualmente e para estocar tudo isso, o agricultor mantém em funcionamento armazéns com alta demanda de energia elétrica.

Em 2015, Gazarini viu na energia solar a possibilidade de diminuir os custos da produção, tendo o sol trabalhando a seu favor na produção de energia.

As informações foram divulgadas pela Associação dos Irrigantes do Estado de Goiás (Irrigo). O produtor rural conta que após pesquisas sobre a tecnologia e a viabilidade econômica do projeto, apresentadas pela empresa Strom Brasil, não teve dúvidas em investir no negócio. “Nós vimos a viabilidade do projeto porque energia elétrica é muito cara e demanda muitos recursos. Além disso, a empresa que escolhemos para executar esse investimento viabilizou todo o projeto pelo Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)”, conta Antônio.

O empresário estima obter o retorno do valor investido em cinco anos. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, já representam mais de 99% das instalações de micro e minigeração distribuídas no Brasil.

O país possui, atualmente, 12.520 sistemas fotovoltaicos conectados à rede, que proporcionam economia na conta de luz dos consumidores e beneficiam um total de 13.897 unidades consumidoras espalhadas pelo território nacional. Dos 100 MW instalados, 42% são provenientes da fonte solar fotovoltaica e representam mais de R$ 850 milhões em investimentos no país.

Fonte de energia renovável Entre as vantagens do sistema, Gazarini aponta a redução dos custos da conta de energia e a capacidade de produção a partir de uma fonte renovável infinita (o sol). “A grande vantagem é que, com o funcionamento sazonal dos armazéns, tem época que nós estamos produzindo energia, mas não estamos consumindo. Isso gera créditos que quando forem necessários, serão compensados junto à concessionária; temos uma garantia de 25 anos do sistema que adquirimos, além de ser uma energia limpa e de graça”, afirma. Para Gazarini não resta dúvidas, foi um investimento certo.

A usina está em pleno funcionamento, trata-se de um projeto totalmente viável e, até o momento, os resultados têm sido dentro do esperado. No final do ano, quando completarmos um ano de funcionamento, teremos dados ainda mais precisos, visto que a demanda principal são os armazéns, que têm funcionamento sazonal.

Já estou indicando para os amigos”, diz. Projetada para uma produção média de 30.000 kWh/mês, a usina fotovoltaica na Fazenda Bom Jardim está em funcionamento desde novembro de 2016 e atende toda a demanda da propriedade: sede e armazéns. São 690 painéis fotovoltaicos e 6 inversores de energia, totalizando 214 kW.

O engenheiro agrônomo Cláudio Seabra, esclarece que a implantação de usinas de energia fotovoltaica não causam impactos ambientais, como por exemplo, inundações de áreas agricultáveis, devastação da flora e fauna e emissão de CO2 na atmosfera, impactos estes, danosos e, muitas vezes, irreversíveis para o ecossistema.

“O Brasil possui um imenso potencial para gerar eletricidade a partir do sol. Só para se ter uma ideia, a radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha, que é um dos líderes mundiais no uso da energia fotovoltaica, é 40% menor do que na região menos ensolarada do Brasil”, afirma.

Artigo original da SF Agro: http://sfagro.uol.com.br/produtor-implanta-sistema-fotovoltaico-e-reduz-...